Resenha: A Espada do Verão



Deixa eu começar esse post com uma confissão: eu não dei muita moral quando fiquei sabendo a nova série de Rick Riordan que abordaria mitologia nórdica. Não tive a curiosidade de procurar mais sobre o livro, mesmo que o sobrenome Chase me fazia lembrar de Annabeth e a possibilidade de que ela aparecesse mais uma vezinha. Então, estive procurando há alguns dias um livro para ler e coincidiu com o lançamento de A Espada do Verão. Comecei a ler sem muitas expectativas e sem muita vontade também. Ahhhhh, gente, essa leitura foi um sopro de felicidade, diversão e familiaridade!

Nosso personagem é Magnus Chase, um sem-teto de dezesseis anos que vive nas ruas de Boston, contando com a sorte ao lado de seus dois "companheiros" desabrigados, Hearth e Blitz. Magnus sobrevive assim desde a morte trágica de sua mãe, Natalie Chase, se virando como pode. (O sobrenome é familiar? Vamos falar disso em breve). Ela sempre pediu para que ele mantivesse distância de seu tio e foi o que ele sempre fez. Até que um dia ele invade a casa de seu tio Randolph e esse foi o dia da morte de Magnus Chase.

Após uma disputa fatal pela Espada do Verão com o deus Surt, Magnus finalmente descobre suas origens nórdicas que até então eram desconhecidas e é enviado por sua valquíria, chamada Sam, para Valhala. Valhala é o lugar onde os heróis que morrem em "batalha" (no caso, empunhando uma arma) são levados para se prepararem até o dia em que lutarão no Ragnarök. Lá, ele descobre que é filho do deus Frey - o deus da primavera e do verão; do sol, da chuva e da colheita; da abundância e da fertilidade, do crescimento e da vitalidade - e também aprende sobre a antiga profecia que envolve a Espada do Verão e seu pai.

"— No Ragnarök — falei —, o Dia do Juízo Final, uma das primeiras coisas que deve acontecer é a libertação de Fenrir.
Sam assentiu.

— As velhas histórias não dizem como isso acontece…
— Mas um jeito — disse Blitz — seria cortando as cordas dele. A corda Gleipnir é indestrutível, mas…
A espada de Frey, gesticulou Hearth, tem a lâmina mais afiada dos nove mundos.
— Surt quer libertar o Lobo com a espada do meu pai."

Apesar de nessa altura da leitura já termos reparado características da escrita de Riordan, é aqui que tiramos a prova que é mesmo ele o escritor: Magnus tem a missão de encontrar a Espada do Verão. Ele foge de Valhala contando com a ajuda repentina de seus amigos sem-teto que surgiram em seu quarto. Hearth na verdade é Hearthstone, um álfar - um elfo negro surdo, e Blitz é Blitzen, um svartalfar - um anão que não é tão pequeno, tem uma boa aparência e um ótimo gosto para roupas. Durante a fuga, eles encontram Samirah, a valquíria muçulmana filha de Loki que foi responsável por levar Magnus para Valhala. E os quatro juntos saem em na missão de encontrar a Espada do verão e impedir que Surt corte a corda do lobo Fenrir. 

Nessa missão, viajamos pelos mundos com o grupo que se tornou uma família depois de tanta luta juntos. Andamos pela Árvore do Mundo e conhecemos Thor, que é um fã de séries (Arrow, Game of Thrones... nós seríamos bons amigos!) e é bem humorado. Somos apresentados também a Odin, o Pai de Todos e descobrimos que ele é péssimo em discursos...


"— Lorde Th… quer dizer, Thor — disse Sam. — Você não quer vir conosco? (...)
O olho direito de Thor tremeu.
— É uma proposta boa. De verdade. Eu adoraria ir, mas tenho outro compromisso urgente…
— Game of Thrones — explicou Marvin."

Rick Riordan nunca foi tão feliz em trazer tantas culturas diferentes para um de seus livros! Trouxe um humor leve e uma aventura típica de Rick Riordan... sabe? Daquelas que a gente quer ler mais e mais para saber o que vai acontecer em seguida mas, ao mesmo tempo, a gente fica naquela vontade de ler devagarzinho e aproveitar cada palavra. Magnus, cheio de referências ao Batman e Kurt Cobain, é um ótimo personagem. Seu sarcasmo é divertido e não é muito difícil dar boas risadas com ele.

"A crista na cabeça e o focinho pontudo do monstro o faziam parecer mais uma enguia do que uma cobra. A pele brilhante tinha tons de verde, marrom e amarelo. (Aqui estou eu, descrevendo-o com toda a calma. Na hora, o único pensamento na minha cabeça era: ECA! COBRA ENORME!)"

Acho que eu tinha esquecido do quanto eu poderia me divertir lendo qualquer coisa escrita por Rick Riordan. É sempre uma leitura leve, que faz você embarcar na história e lutar ao lado dos personagens. Esse foi, de longe, um dos melhores livros do Rick. Foi uma aventura incrível que partilhei com Magnus Chase, Sam, Hearth e Blitzen. Já quero o próximo!

A Espada do Verão (Magnus Chase e os Deuses de Asgard #1), Rick Riordan
Skoob | Sinopse:
"Às vezes é necessário morrer para começar uma nova vida...

A vida de Magnus Chase nunca foi fácil. Desde a morte da mãe em um acidente misterioso, ele tem vivido nas ruas de Boston, lutando para sobreviver e ficar fora das vistas de policiais e assistentes sociais. Até que um dia ele reencontra tio Randolph - um homem que ele mal conhece e de quem a mãe o mandara manter distância. Randolph é perigoso, mas revela um segredo improvável: Magnus é filho de um deus nórdico.

As lendas vikings são reais. Os deuses de Asgard estão se preparando para a guerra. Trolls, gigantes e outros monstros horripilantes estão se unindo para o Ragnarök, o Juízo Final. Para impedir o fim do mundo Magnus deve ir em uma importante jornada até encontrar uma poderosa arma perdida há mais de mil anos. A espada do verão é o primeiro livro de Magnus Chase e os deuses de Asgard, a nova trilogia de Rick Riordan, agora sobre mitologia nórdica."

Bianca Karina Teles

2 comentários:

  1. Não sou muito dã de Rick Riordan, li os dois primeiros livros da série "Percy Jackson" e depois larguei um pouco a série. Gostei da escrita do autor, porém estava um pouco cansada de ler sobre deuses gregos. Confesso que estou de olho nessa nova série de Riordan porque eu adoro mitologia nórdica e a sua resenha me deixou com mais vontade ainda de comprar e dar uma chance para esse livro, principalmente porque o Thor (amor da minha vida) aparece e ele ainda é fã de várias séries de televisão. Como você disse na resenha, o legal da escrita do autor é leve e cômica, prendendo a atenção do leitor. Realmente estou pensando em adicionar esse livro na lista de compras .)

    Beijos
    beahreads.blogspot.com.br

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    1. Oi! Eu gosto muito muito de PJ porque foi a minha primeira leitura sobre mitologia grega, então a escrita do autor me agradou tanto que fiquei cada vez mais curiosa. É uma leitura bem bem juvenil já que o Percy é bem novinho no começo e a principal diferença está aí. Magnus é um personagem mais maduro, conhece muito mais da vida, é mais pé no chão mas não foge do padrão cômico e leve do Rick Riordan... Espero que você adicione sim esse livro na sua lista de compras. É uma viagem e tanto que o autor nos proporciona. E se você gosta tanto do Thor, vai ficar satisfeita com as aparições dele. Eu acho o Thor de Avengers muito hollywoodiano (lindoooooo) então em Magnus a gente encontra um Thor com uma pegada mais ~Thor~ mesmo e com características muito divertidas, impossível não simpatizar com ele!

      Beijos!

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